O Rato e o Crocodilo
O Rato costumava ser rico, mas o Crocodilo era pobre.
“Tenho tantos problemas,” disse o Crocodilo ao Rato.
“O que são problemas?” perguntou o Rato. “Não sei o que são problemas.”
“Eu posso te mostrar,” disse o Crocodilo.
“Sim!” disse o Rato. “Venha jantar e me mostre.”
O Crocodilo apareceu com um saco grande. “Eu trouxe problemas,” ele disse, “mas vamos comer primeiro.”
Após o jantar, o Crocodilo disse: “Abra esse saco se quiser conhecer os problemas.”
O Rato abriu o saco. Quatro gatos pularam para fora. O Rato se escondeu, mas os gatos comeram seu irmão, seu filho, sua esposa e o irmão dela.
Agora o Rato é pobre.
Ele conhece os problemas.
O Novo Vestido da Ovelha
Os animais estavam todos indo para um baile em uma aldeia vizinha.
Todos vestiam suas melhores roupas, e a Ovelha costurou para si um belo vestido novo feito de lã.
“Não estou linda?”, ela disse enquanto dançava todo o caminho até a aldeia.
Quando os animais chegaram, todos foram se banhar, como é o costume, mas a Ovelha não se banhou; ela apenas continuou dançando.
Quando a festa começou, a Ovelha estava tão exausta que adormeceu e perdeu a festa completamente!
Essa é a origem do ditado: Não brinque até a hora certa.
A Pitão de Duas Cabeças
Uma Pitão muito longa tinha duas cabeças — uma para frente, uma para trás — mas ele não sabia sobre a outra cabeça.
Sempre que ele cantava, ele ouvia alguém mais cantando.
“Pare com isso!” ele gritou.
Sempre que ele tossia, ele ouvia alguém mais tossindo.
Isto deixou a Pitão zangada.
“Descubra quem me zomba,” a Pitão disse aos seus servos, “e mate-o!”
Os servos da Pitão caminharam e caminharam, finalmente alcançando a outra cabeça.
Eles retornaram à Pitão. “O corpo dele é o seu corpo!” eles disseram.
“Eu disse matem-no!” gritou a Pitão.
Os servos obedientemente correram e deceparam a outra cabeça.
Quando eles voltaram, a Pitão estava morta.
A Cobra e o Rato
A Cobra e o Rato costumavam ser amigos.
A Cobra era rica, mas o Rato era pobre.
“Vamos tentar a nossa sorte em outro país,” disse o Rato.
“Concordo!” disse a Cobra. “Podemos usar a minha riqueza para iniciar um novo empreendimento juntos.”
O Rato tomou um bom café da manhã antes da viagem, mas a Cobra não.
Ao longo do caminho, a Cobra ficou com fome.
Muita fome.
“Não se preocupe,” disse o Rato. “Logo chegaremos a uma cidade.”
“Não logo o suficiente!” sibilou a Cobra.
“Tenha paciência,” disse o Rato.
Mas a Cobra não teve paciência. Ela atacou o Rato e o engoliu.
Desde então, Rato e Cobra são inimigos; a Cobra persegue o Rato, e o Rato foge.
A Perdiz e a Víbora
A perdiz sentiu o cheiro de fumaça e, então, viu as chamas. A grama estava em chamas! Ela sabia que precisava voar para longe.
Justamente quando estava levantando voo, a víbora gritou para ela: “Querida perdiz, não me abandone! Eu vou morrer queimado aqui. Por favooooor, leve-me com você!”
Sentindo pena da cobra indefesa, a perdiz a pegou em seu bico e a carregou para longe com ela.
Mas a víbora não agradeceu à sua salvadora. Pelo contrário.
Quando pousaram no chão, a salvo do perigo, a cobra matou a ave e a comeu.
Daí o provérbio: A misericórdia matou a perdiz.