Fábulas Sombrias de Animais: Decepção, Traição e Astúcia

O Gato Selvagem e o Noitibó

O Gato Selvagem e o Noitibó eram amigos.

Um dia, o Gato Selvagem rosnou: “Eu vou te comer!”

O Noitibó bateu as asas e voou para longe, com medo.

O Gato Selvagem apenas riu. “Oh, eu estava apenas brincando, minha querida amiga.”

Então ela acrescentou: “Mas, falando sério, um dos meus filhotes está doente. Preciso de duas de suas penas para fazer remédio.”

Tranquilizada, o Noitibó deu-lhe duas penas. “Fico feliz em ajudar”, disse ela.

O Gato Selvagem fez o mesmo pedido no dia seguinte, e no seguinte, e no seguinte.

Finalmente, o Noitibó não tinha mais penas, então ela não conseguiu voar.

Foi quando o Gato Selvagem agarrou o Noitibó e a comeu.

O Gato Piedoso e o Rato

Era uma vez um gato que fingia ser muito piedoso, como se fosse um grande santo.

Um rato aproximou-se deste gato santo, buscando sabedoria.

“Ilumine-me, ó Gato!” guinchou o rato.

“Aproxime-se”, disse o gato. “Estou com dificuldades para ouvir. Aproxime-se!”

“Ele é devoto a Deus”, pensou o rato consigo mesmo. “Certamente

não tenho nada a temer.” Então, o rato chegou perto o suficiente para gritar no ouvido do gato, momento em que o gato o agarrou.

“Ó Santo!” gritou o rato. “O que aconteceu com sua devoção?”

“Ela vai e vem”, disse o gato enquanto engolia o rato.

O Leopardo e o Cão

A Leoa nomeou o Cão como babá para seus três filhotes. “Pagarei com carne,” ela disse, “mas você nunca deve roer os ossos.”

As coisas foram bem, até que um dia o Cão estava tão faminto que roeu os ossos. Uma lasca de osso voou para o ar, atingiu um filhote e o matou.

Quando a Leoa chamou seus filhotes para amamentá-los, o Cão a enganou trazendo o primeiro filhote duas vezes.

Quando o Cão acidentalmente matou outro filhote, ele fugiu e se escondeu.

Eventualmente, a Leoa pegou o Cão roendo uma pilha de ossos, e ela o matou, vingando assim a morte de seus filhotes.

A Mulher e o Coelho

Uma mulher precisava de uma babá para seu bebê.

'Eu amo bebês', disse o Coelho. 'Eu serei sua babá.'

Mas o Coelho ficou entediado enquanto cuidava do bebê.

Enquanto isso, algo cheirava bem… Ele entrou na cozinha e espiou a panela: havia ensopado de cabra!

O Coelho comeu o ensopado.

Tudo.

Então ele percebeu que a mulher ficaria furiosa quando chegasse em casa e descobrisse que o ensopado havia sumido, então ele cortou o bebê e fez mais ensopado.

O Coelho deixou um bilhete para ela: 'Levei o bebê para passear.'

Os pais chegaram em casa e comeram o ensopado.

O Coelho nunca mais voltou.

O Coelho e o Antílope

O Coelho queria os chifres do Antílope para fazer uma trombeta, então ele a persuadiu a se casar com ele.

'Agora, vamos fazer uma festa de amor!', disse o Coelho. 'Eu vou entrar na panela e cozinhar no fogo, depois você.'

O Coelho sentou-se dentro da panela com água fria. Quando a água estava morna, ele saiu.

Então o Antílope entrou. 'Está muito quente', ela disse.

O Coelho bateu a tampa para baixo. 'Apenas me diga quando estiver quente', ele disse.

Logo o Antílope gritou: 'Está quente! Deixe-me sair!'

Mas o Coelho não a deixou sair.

Depois que ele festejou com a carne dela, ele fez uma trombeta com seus chifres.