O Rato e o Peixe: 5 Fábulas Africanas de Paciência e Ilusão

O Rato e o Peixe

Caminhando pela margem do rio, um rato viu alguns peixes. “Bom!”, pensou ele consigo mesmo, faminto. “Eu quero alguns!”

Em sua ânsia de roubar os peixes, o rato não percebeu que os peixes estavam em uma armadilha. Ao estender a mão na água para pegar os peixes, ele também ficou preso na armadilha.

“Por que você me agarrou?”, gritou o rato. “Eu não tenho nenhuma desavença com você, e você não tem nenhuma comigo.”

“Você queria roubar o que eu havia capturado”, respondeu a armadilha, “então eu peguei você também.”

Aqueles que roubam dos outros serão punidos como ladrões.

A Tartaruga e os Cogumelos

A Tartaruga encontrou alguns cogumelos crescendo em um tronco. “Esperarei até que os cogumelos terminem de crescer”, disse ela, “e farei um banquete realmente requintado!”

A Tartaruga esperou e esperou.

Então, a Antílope passou correndo. “Cachorros!”, ela exclamou ofegante.

“Caçadores! Rápido! Temos que sair daqui. Você pode vir comigo!”

“Não!”, disse a Tartaruga. “Ficarei aqui até que os cogumelos parem de crescer.”

“Bem, eu te avisei”, disse a Antílope, e correu.

Em seguida, vieram os cães do caçador; depois, o caçador. “Que banquete delicioso tenho aqui!”, disse ele, levando a Tartaruga com ele, e os cogumelos também.

O Elefante no Pântano

Um elefante faminto viu uma palmeira-bambu em um pântano. Ele correu para a água, derrubou a palmeira-bambu e agarrou o broto tenro da folha de palmeira, mas, estando tão excitado, deixou-o cair na água.

O elefante agarrou, alcançando com sua tromba: nada! Ele alcançou novamente: nada! Ele não conseguia encontrar a comida deliciosa, e quanto mais ele espirrava, mais turva a água se tornava. Ele não conseguia ver nada.

'Calma!'

O elefante não estava calmo.

'Calma!'

Finalmente, o elefante ouviu o sapo.

Ele ficou parado.

A água ficou clara.

O elefante encontrou o broto da folha de palmeira e comeu-o.

A Hiena e a Lua

Uma noite, a Hiena viu algo brilhando nas águas de um lago. “É um osso!” ela pensou faminta, mas era apenas o reflexo da lua.

Ela saltou para dentro da água, mas não conseguiu alcançar o osso.

Ela saiu da água e, novamente, viu o osso.

Ela saltou de novo, e de novo, e de novo.

A água ficou turva e a Hiena pensou que o osso tinha sumido.

Mas então a água clareou, e lá estava o osso.

Ao amanhecer, a Hiena ainda estava lá perto do lago, saltando e saltando, tentando comer o luar que ela pensava ser um osso.

O Camaleão e a Cobra

Camaleão e Cobra eram amigos.

“Cobra, vou te mostrar algo especial”, disse Camaleão um dia. “Veja! Eu posso mudar de cor!” Camaleão subiu em um tronco de árvore, tornando-se marrom para combinar. Então ele caminhou sobre uma folha e ficou verde. “Eu sou incrível ou não?!”

Sem dizer nada em resposta, Cobra esfregou-se contra o tronco da árvore, e sua pele saiu. Toda ela. Ela tinha uma pele completamente nova, brilhante e reluzente.

Camaleão olhou para sua amiga maravilhado, envergonhado por sua jactância. Ele podia mudar de cor, era verdade, mas Cobra o havia superado, trocando a pele velha por uma nova.